AME COMO SE O OUTRO FOSSE VOCÊ!
“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor” (1Co 13:13, NVI).
O amor vem de Deus. É inextinguível. Isso traz paz, confiança e liberdade à nossa vida. Quando Deus o demonstra por nosso intermédio, Ele abençoa e enriquece infinitamente outras vidas. Cristãos amorosos e amáveis são inestimáveis.
O Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, é nosso Mestre, Instrutor e Consolador. Como Seus filhos, Deus quer que vivamos uma vida honrosa, livre do pecado. Uma vida assim Lhe traz glória. Para nos ajudar a viver essa vida, Ele nos dá o Espírito Santo. O Espírito Santo tem qualidades que, quando absorvidas pelo coração humano, resultam em completa mudança de vida. Uma dessas qualidades é o amor piedoso. Onde há esse tipo de amor, há paz, tranquilidade e alegria. Se o amor não fosse parte dos frutos do Espírito, os outros frutos não existiriam, pois o amor piedoso engloba todos os outros frutos. Paulo pregou o evangelho durante seu ministério aos gálatas, e trabalhou duro para explicar-lhes os frutos do Espírito. A Galácia era uma província romana na Ásia, com habitantes não judeus. Eles estavam divididos sobre a questão de dever ou não seguir a Cristo. Muitos deles criam que observar a lei de Moisés fosse a chave para se tornar cristão. Contudo, Paulo refutou essa crença, e os convenceu de que apenas a fé, acompanhada de boas obras, pode fazer de alguém verdadeiro cristão.
FACES DO AMOR
Hoje em dia, as pessoas acham que amor significa diferentes coisas. Amamos certas comidas. Amamos certos esportes. Amamos certa cor ou certa roupa favorita. Contudo, a Bíblia detalha o amor de maneira completamente diferente.
Amor pelo Criador (Dt 6:5). Durante Seu ministério terrestre, Cristo teve muitos encontros com os fariseus, que sempre estavam procurando maneiras de apanhá-Lo em alguma armadilha. Certo dia, perguntaram-Lhe qual era o maior mandamento. Em vez de argumentar com eles, reportou-os à lei que fora dada a seus ancestrais quando Moisés escreveu o livro de Deuteronômio. Leia Deuteronômio 6:5. Essa era a voz de Cristo, através de Moisés, para os fariseus. O fato de haverem deixado de dar ouvidos à voz de Deus por meio de Seus mensageiros fez com que odiassem a Cristo. Amar nosso Criador precisa envolver a mente e o coração, para que não nos tornemos como os pobres fariseus, que se consideravam mestres da lei, mas deixaram de reconhecer a maior de todas as leis.
O que é preciso para amar a Deus com todo o coração e mente? “Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 305).
Nosso amor por Deus deve ser consistente com os princípios dados no Decálogo. Leia como 1 Coríntios 13:4-8 delineia esse amor. Os fariseus não levaram em conta nada disso. Mesmo hoje em dia, as pessoas estão mais preocupadas com suas interpretações pessoais de amor. Negligenciam o verdadeiro amor devido a seu Criador, que envolve a guarda de Seus mandamentos. Leia João 14:15.
Amor pelo próximo (Mt 22:39; Lc 10:25-37). Os Dez Mandamentos estão em perfeita harmonia uns com os outros. Tomados juntos, evidenciam a importância do relacionamento entre os seres humanos e Deus, bem como o relacionamento dos seres humanos entre si. Os mandamentos exigem que amemos a Deus e ao próximo.
Leia Levítico 19:18. Essas são as mesmas palavras que Jesus falou aos fariseus quando declarou o maior dos mandamentos – amor a Deus e amor ao próximo. A coexistência humana implica em interdependência. Não podemos ser bem-sucedidos uns sem os outros. Precisamos do amor de Deus e do apoio de amigos e familiares a fim de ter sucesso. Na história do bom samaritano (Lc 10:25-37) há uma importante pergunta: Quem é meu próximo? Cristo contou essa história para ilustrar que devemos ajudar as pessoas necessitadas, e que não importa que essas pessoas não pertençam a nossa família, escola, igreja ou cidade.
Amor aos inimigos (Mt 5:43-48; 7:12). A fim de alcançarmos a perfeição caracterizada por nosso Pai celestial, precisamos adotar o ponto de vista dEle. Ao pé da cruz, o chão é nivelado para todos. Ali, todos têm igual oportunidade. Leia Mateus 7:12. Essa lei admoesta cada um de nós a desenvolver o amor piedoso, que “não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade” (1Co 13:6, NVI).
Quando mostramos amor àqueles que nos odeiam, vamos além das fronteiras do amor egoísta para amar como Deus ama. “Na história do bom samaritano, Jesus ofereceu uma descrição de Si mesmo e de Sua missão. O homem fora enganado, ferido, despojado e arruinado por Satanás, sendo deixado a perecer; o Salvador, porém, teve compaixão de nosso estado de desamparo. Deixou Sua glória, para vir em nosso socorro. Achou-nos quase a morrer, e tomou-nos sob Seu cuidado. Curou-nos as feridas. Cobriu-nos com Sua veste de justiça. Proveu-nos um seguro abrigo, e tomou, a Sua própria custa, plenas providências em nosso favor. Morreu para nos resgatar. Mostrando Seu próprio exemplo, diz a Seus seguidores: ‘Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.’ João 15:17. ‘Como Eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis’ (João 13:34”; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 503, 504).
Referência: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2010/frlicj212010.html
24. agosto 2010
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